MILITARES E CIVIS DA ESCOLA DOS SERVIÇOS RECEBEM OS SÍMBOLOS DAS JMJ

A Escola dos Serviços sediada na cidade da Póvoa de Varzim, acolheu hoje, 22 de dezembro, a Cruz peregrina e o ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani, símbolos das Jornadas Mundiais da Juventude.

A receção dos símbolos foi feita à Porta de Armas, ao som do Destacamento da Banda do Exército – Porto, seguiu-se uma Procissão até ao Auditório Brigadeiro Areias Peixoto, foi presidida pelo Bispo das Forças Armadas e das Forças de Segurança, Dom Rui Valério, que contou com a presença do Comandante da ES Coronel António Manuel Jesus Coelho dos Santos, do Vice-Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Dr. Luís Diamantino Batista, entre outras entidades militares e civis, entre elas o Vigário Geral da Diocese das Forças Amadas e de Segurança, Padre José Ilídio; o Capelão Chefe do Serviço de Assistência Religiosa do Exército, Padre António Loureiro; o Padre Filipe Dinis do Comité Organizador das JMJ23; o Padre Manuel Casado Neiva, Arcipreste de Vila do Conde/Póvoa de Varzim; o Padre Paulo César, responsável da Pastoral Juvenil de Vila do Conde/Póvoa de Varzim; Joaquim Moreira, Comandante dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Varzim; Ricardo Silva, Presidente da união de Freguesias da Póvoa de Varzim, Argivai e Beiriz, entre outras, bem como de todos os militares e civis da ES.

Os símbolos, designadamente a Cruz e o ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani, que se constituem como embaixadores do evento, estarão, durante o mês de dezembro, confiados à Diocese das Forças Armadas e das Forças de Segurança.

A Cruz Peregrina, feita de madeira e com 3,8 metros de altura, foi construída a propósito do Ano Santo de 1983 e foi confiada aos jovens, no Domingo de Ramos de 1984, por S. João Paulo II, para que fosse levada por todo o mundo. Desde aí, a Cruz peregrina iniciou uma peregrinação que já a levou aos cinco continentes e a quase 90 países.

Desde o ano 2000 que a Cruz peregrina conta com a companhia do ícone de Nossa Senhora Salvação do Povo Romano, que retrata a Virgem Maria com o Menino nos braços. Este ícone foi introduzido, ainda por S. João Paulo II, como símbolo da presença de Maria junto dos jovens. Com 1,20 metros de altura e 80 centímetros de largura, o ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani está associado à tradição de o levar em procissão pelas ruas de Roma, para afastar perigos e desgraças ou pôr fim a pestes, e é por isso um sinal protetor.

À chegada ao auditório, foram recebidos pelos Coros Infantis de Pequenos Cantores de Amorim e Laúndos, da Póvoa de Varzim, tendo como maestrina Liliana Sofia Coelho, e como Pianista acompanhador David Baptista Pereira. Para além do hino das JMJ23, foram vários os momentos musicais ao longo da cerimónia, muito apreciados por todos os presentes.

Na sua homilia, o Sr. Bispo das Forças Armadas e de Segurança, D. Rui Valério, dirigiu a sua primeira palavra referindo as palavras positivas, o carinho e estima especial, do Papa Francisco relativo às Formas Armadas (FA). O Papa Francisco tem sido promotor de uma conceção sobre a paz que está em perfeita consonância com a missão das FA Portuguesas. Juntamente com a componente de manutenção de paz, existe a atenção com os mais carenciados, a atenção para com as escolas, as mais diversas campanhas de angariação de meios de apoio aos locais onde estas estão presentes. O Papa Francisco usa o conceito da paz integral, o mesmo que as FA acalentam e cultivam, algo muito nosso, das FA de Portugal.

Referindo-se aos Símbolos, nestes destacou uma gramática de valores muito especial. Começou pelo valor da esperança. Na Cruz encontramos um símbolo que nos recorda uma extremidade que está assente na terra, mas outra que nos eleva para o céu. Tem terra, mas também tem céu. É vertical, mas também é horizontal. Todo o momento, toda a circunstância, tem sempre uma outra leitura, tem sempre uma outra perspetiva, abre-nos à esperança. Independentemente da situação que esteja a viver, é sempre possível outro horizonte. E a haste horizontal lembra-nos também que estamos em pé de igualdade, lembra-nos a fraternidade.

Em alusão à razão pela qual o Santo João Paulo II decidiu colocar a Virgem Santíssima junto à Cruz, lembrou que a Cruz o símbolo por excelência do sacrifício e do sofrimento. Todos nós temos horas em que isso é realidade e se torna vivo na nossa carne, na nossa vida. E então há alguém que nunca deixa de estar junto de ti, e é Nossa Senhora, a tua Mãe. E vamos então descobrir no ícone da Virgem Maria com o Menino ao colo, o valor da camaradagem. Mãe e Filho, são termos que dizem família. E a nossa família é esta, é esta a família que temos de cuidar, e por quem damos a vida.

Ao terminar recordou que estes símbolos são o retrato dos nossos valores, a camaradagem, a esperança, a família, mas sobretudo valores do serviço, e a Cruz é o símbolo por excelência do serviço, não apenas hoje na Escola dos Serviços, disse.

No final agradeceu toda a disponibilidade com que o Comandante e a Escolha dos Serviços acolheram os Símbolos, e a todos, bem como às suas famílias, desejou um feliz e um santo Natal, com os votos de que que 2023 seja um ano pleno e transbordante de paz.