Hoje, 6 de abril de 2026, a Capela de São Roque, afeta à Assistência Religiosa da Marinha Portuguesa, viveu um momento de profunda renovação espiritual com a celebração da Santa Missa que culminou com a bênção de um novo sacrário. A doação da nova peça litúrgica, que passará a ser o centro espiritual da capela, foi formalmente entregue pelo Diretor-Geral da Autoridade Marítima e Comandante-Geral da Polícia Marítima, Almirante Chaves Ferreira, em representação da Autoridade Marítima Nacional e da Polícia Marítima.
A Eucaristia foi presidida por D. Sérgio Dinis, Bispo do Ordinariato Castrense de Portugal. Concelebraram a cerimónia o Capelão Adjunto para a Marinha e Vigário Geral, Padre Diamantino Teixeira, bem como o Capelão Marco Belchior e o Capelão Tiago Pinto. O espaço encheu-se de oficiais, sargentos, praças, militarizados e civis que se uniram para testemunhar este momento solene.
Na homilia, fortemente inspirada no tempo pascal e nas leituras do dia, D. Sérgio Dinis recordou à comunidade que a presença de Deus é viva e contínua. «A Páscoa não é uma recordação. É uma presença», afirmou o Bispo. «E essa presença tem um nome, tem um rosto, tem uma morada. Essa Presença é Jesus ressuscitado.»
Ao dirigir a oração de bênção sobre o novo sacrário, o prelado sublinhou o seu profundo significado para os homens e mulheres do mar: «O sacrário não é um cofre de relíquias — é a tenda do Deus que ficou. É o sinal visível de que a Ressurreição não pertence ao passado».
D. Sérgio Dinis destacou ainda que a assistência religiosa e o espaço da capelania são um refúgio para o militar após a faina diária. A existência de um sacrário num contexto militar demonstra que a instituição se preocupa não apenas com a eficiência operacional, mas também com «a dignidade integral da pessoa, a sua abertura ao transcendente, o seu direito de encontrar Deus no meio do serviço à Pátria».
O espírito de comunhão partilhado na Capela de São Roque estendeu-se, de seguida, para um almoço de confraternização entre os presentes.
A rematar o encontro, o Almirante Chaves Ferreira quis deixar uma marca física desta aliança entre o serviço à Pátria e a dimensão espiritual. Agraciou D. Sérgio Dinis e os capelães presentes com a oferta de um terço especial. A peça, carregada de simbolismo, apresenta de um lado o brasão da Polícia Marítima e, do outro, a insígnia da Autoridade Marítima Nacional, reforçando a memória daquele dia e a proteção espiritual sobre as forças marítimas portuguesas.










