Cinco sacerdotes concluíram a formação avançada, numa cerimónia pautada pelo apelo à proximidade humana, à formação contínua e ao serviço nas Forças Armadas e de Segurança.
A Academia Militar assinalou o encerramento do 2.º Curso de Promoção a Capitão (CPC) destinado a Capelães Militares. A sessão solene, presidida pelo 2.º Comandante da Academia Militar, Brigadeiro-General Marco Paulo Almeida de Rodrigues Gonçalves, contou com a presença de Sua Excelência Reverendíssima o Bispo das Forças Armadas e das Forças de Segurança, D. Sérgio Dinis, além de várias entidades militares e civis.
Ao longo de duas semanas intensivas de formação, cinco capelães aprofundaram competências técnicas, militares, éticas e pastorais. O plano curricular integrou visitas de estudo a órgãos e unidades das Forças Armadas e de Segurança, bem como à Unidade de Tratamento Intensivo de Toxicodependência e Alcoolismo (UTITA), com vista a uma aproximação prática aos contextos de intervenção no terreno.
Em representação dos formandos, o Capelão Ricardo Barbosa sublinhou que a conclusão desta etapa representa «não apenas uma mudança de posto», mas sim «uma maior exigência pessoal, profissional e institucional». Reiterando o compromisso de serviço à Igreja, ao Exército e a todos os operacionais, o sacerdote vincou que «servir exige competência, mas também humildade; exige coragem, mas também prudência e sensibilidade para reconhecer o sofrimento e a fragilidade dos outros».
Por sua vez, o Diretor de Curso, Major de Infantaria Pedro Almeida, enalteceu o empenho do corpo docente — destacando a colaboração do Centro de Psicologia Aplicada do Exército e o apoio próximo do Capelão António Santiago —, bem como o ambiente de empatia gerado durante a formação: «A simpatia, o sentido de humor e a atenção ao outro são recursos valiosos para a missão do capelão, onde uma palavra ou gesto de acolhimento fazem toda a diferença para quem atravessa momentos difíceis.»
Na sua alocução, o Bispo Castrense, D. Sérgio Dinis, enfatizou a necessidade de «formação contínua» como imperativo permanente para vencer o medo e a insegurança na sociedade atual. O prelado assinalou que o conhecimento alargado e atualizado permite aos assistentes religiosos transmitir segurança, serenidade e proximidade às mulheres e homens que servem o País.
A cerimónia prosseguiu com a imposição de diplomas e entrega de lembranças institucionais aos cinco novos capitães:
Capelão Ricardo Miguel Araújo Barbosa;
Capelão Jorge Manuel Couto Gonçalves;
Capelão Amadeu Gonçalves Vaz Lino;
Capelão Paulo André Gaspar Marques;
Capelão Bruno André de Melo Espínola.
No encerramento da sessão, o Brigadeiro-General Marco Gonçalves evocou a figura bíblica do centurião romano para refletir sobre a essência do comando e do serviço: o reconhecimento dos limites da própria autoridade perante o sofrimento do próximo. Recordando que «por trás de cada farda existe uma pessoa que enfrenta dificuldades e dúvidas», o 2.º Comandante da Academia Militar destacou que o papel do capelão reside na capacidade de escutar e devolver a esperança, concluindo com votos de sucesso para as novas responsabilidades e apelando a que o saber acrescido seja sempre exercido com espírito de proximidade e profunda humildade.
