D. Sérgio Dinis assistiu a exercício de tiro real, palestrou sobre a liderança de Jesus Cristo e destacou a generosidade dos militares que servem a Pátria.

O Bispo das Forças Armadas e das Forças de Segurança, D. Sérgio Dinis, realizou uma visita oficial ao Regimento de Artilharia N.º 5 (RA5), em Vendas Novas, a 29 de outubro de 2026. A receção foi conduzida pelo Comandante da Unidade Militar, Coronel Nelson Rêgo, num dia marcado pelo acompanhamento de atividades operacionais e por momentos de reflexão sobre os valores da liderança e do serviço militar.

A jornada iniciou-se durante a manhã com as honras de boas-vindas no Bar de Oficiais, seguida de um brífingue na Sala Tenente-General Júlio Faria de Oliveira. De seguida, a comitiva deslocou-se ao Polígono de Tiro para assistir ao exercício de tiro real (Live Firing Exercise – LFX) “ALERIÃO 26.2”.

No período da tarde, após o almoço de confraternização, D. Sérgio Dinis proferiu uma palestra no auditório do regimento intitulada «Jesus Cristo, o Líder».

Dirigindo-se a uma plateia constituída por oficiais, sargentos, praças e funcionários civis, o responsável do Ordinariato Castrense de Portugal elencou as oito marcas da liderança de Jesus de Nazaré — enfatizando princípios como a coerência de vida («fazer antes de ensinar»), o espírito de serviço antes do mando, a serenidade perante a adversidade e a capacidade de dar a vida pelos seus.

«Nenhuma assembleia compreende tão bem esta última marca como a de homens e mulheres que juraram dar a vida pela Pátria», sublinhou o Bispo durante a sua intervenção, estabelecendo um paralelismo direto entre o compromisso cristão de serviço e a vocação militar.

O programa integrou ainda uma visita às instalações históricas do Palácio das Passagens, um ato solene no Gabinete do Comandante e um lanche institucional, culminando com a fotografia oficial na entrada principal do palácio.

No termo da visita, D. Sérgio Dinis dirigiu uma mensagem pessoal de apreço e reconhecimento ao Coronel Nelson Rêgo, expressando a sua gratidão pela calorosa hospitalidade e invocando a proteção de Santa Bárbara, padroeira da Artilharia, para toda a guarnição e respetivas famílias:

«Levo comigo o encontro com os militares e civis do Regimento, a conversa sobre o que é ser líder. Mas o que mais me ficou foram as pessoas. Conhecer quem, no dia-a-dia, serve Portugal na Artilharia fez-me bem.»