Missa presidida pelo Bispo das Forças Armadas e das Forças de Segurança destacou a firmeza interior e a confiança em Deus no caminho para a Páscoa

Amadora, 27 de março de 2026 – A Igreja Paroquial da Amadora acolheu esta sexta-feira, dia 27 de março, uma solene Celebração Pascal que reuniu militares do Regimento de Lanceiros 2 e da Academia Militar. A Eucaristia foi presidida pelo Bispo do Ordinariato Castrense de Portugal, D. Sérgio Dinis, e contou com a presença de altas entidades militares, capelães e a comunidade de fiéis.
A celebração, que se insere no tempo litúrgico que antecede a Semana Santa, juntou numa mesma comunhão de fé os cadetes da Academia Militar e os militares do Regimento de Lanceiros 2, numa iniciativa que sublinha os valores espirituais e humanos que unem as instituições militares.
Na homilia, D. Sérgio Dinis dirigiu-se diretamente aos militares presentes, estabelecendo um paralelo entre a Palavra de Deus e a vivência castrense. Partindo das leituras do profeta Jeremias e do Evangelho de São Lucas, o prelado sublinhou que “quem pertence verdadeiramente a Deus e permanece fiel à sua missão não deve estranhar encontrar resistência, incompreensão e até hostilidade”.
O Bispo do Ordinariato Castrense destacou a figura de Jeremias, que “mesmo no meio da provação, redescobre que o centro da sua vida não está nos inimigos, mas no Senhor”. E, na análise ao Evangelho, enfatizou a serenidade de Cristo perante a perseguição, “que não reage com violência, nem recua”.
Dirigindo-se aos militares, D. Sérgio Dinis afirmou que a Palavra de Deus “toca profundamente a vossa vida”, realçando que, “no vosso quotidiano, seja na exigência da formação dos cadetes, seja no serviço concreto do Grupo de Polícia do Exército, seja no apoio às estruturas do Comando, sois chamados a cultivar uma retidão interior que não depende do aplauso, mas da consciência do dever cumprido”.
Num mundo marcado pela agressividade, o prelado deixou um apelo àqueles que servem as armas: “o discípulo de Cristo é chamado a algo mais alto: manter-se na verdade sem ceder à violência”. Concluindo, exortou os presentes a pedirem “a firmeza para permanecer na verdade, mesmo quando custa, e a mansidão forte de Cristo, para não responder ao mal com o mal”.
A celebração contou com a presença de um vasto leque de entidades, entre as quais se destacaram o Comandante da Academia Militar, Major-General Luís Calmeiro, e o Comandante do Regimento de Lanceiros 2, Coronel Paulo Serrano. Estiveram ainda presentes os capelães militares, nomeadamente o Padre Luís Morouço (Capelão Adjunto para o Exército), o Padre António Teixeira (Capelão do Regimento de Lanceiros 2) e o Padre Ricardo Barbosa (Capelão da Academia Militar).
A associação AMORAMA – Associação de Pais e Amigos de Deficientes Profundos – marcou também presença, sendo saudada pelo Bispo Castrense.
A Eucaristia, animada pelo Coral da Academia Militar, foi um momento de preparação espiritual para a Páscoa, que, segundo D. Sérgio Dinis, se deve viver “não com ilusões, mas com fé, porque Aquele que é rejeitado será glorificado, e n’Ele a última palavra não é da violência, mas da vida”.












