O Corpo de Intervenção (CI) da Unidade Especial de Polícia (UEP) da PSP celebrou no passado dia 27 de março os seus 50 anos de fundação, numa efeméride marcada por momentos históricos e de forte simbolismo religioso.
No dia 26, véspera da data oficial, o Capelão Adjunto para a PSP, Pe. Luís Leal, celebrou uma missa de acção de graças e memória pelos polícias já falecidos na Igreja de São Miguel, na Unidade Especial de Polícia. A cerimónia contou com a presença do Diretor Nacional da PSP, do Comandante da UEP, dos comandantes das restantes subunidades, do comando do Corpo de Intervenção e de um elevado número de oficiais, chefes e agentes.
A celebração ficou marcada por três momentos de particular significado. Pela primeira vez, foram benzidas as boinas dos polícias que concluíram a formação, sendo estes admitidos no dia seguinte como Polícias do Corpo de Intervenção.
Foi ainda prestada uma tocante homenagem a São Miguel Arcanjo, patrono da PSP. Como sublinhou o Capelão durante a celebração, São Miguel é “aquele que foi o primeiro Choque”.
No final da missa, o Capelão leu uma carta de Bênção Apostólica que o Santo Padre Leão XIV dirigiu aos polícias do Corpo de Intervenção por ocasião do 50.º aniversário da corporação.
No dia 27, durante a Cerimónia Policial junto ao Mosteiro dos Jerónimos, o Capelão Adjunto para a PSP voltou a ler a carta de Sua Santidade e proferiu a oração de homenagem aos polícias do Corpo de Intervenção que já perderam a vida.
Na missiva, o Papa Leão XIV expressa “estima” por quantos serviram e servem no CI, destacando “o sinal de coesão dado e a dedicação abnegada ao bem comum”. O Santo Padre reconhece que a missão desta unidade “exige a cada um dos seus polícias uma doação suplementar e uma responsabilidade excecional”, invocando do Céu, pela intercessão de Nossa Senhora de Fátima, abundantes graças para os membros do Corpo de Intervenção e suas famílias.
Na homilia, o Capelão sublinhou que os polícias do Corpo de Intervenção são chamados, a exemplo de Cristo, a darem a vida pelo bem de todos. Realçou ainda que, “debaixo do fato de proteção, está um homem, um pai, um filho, um marido”. Usar a boina e ter o distintivo do CI — “ser do Choque” — é, segundo o Capelão, “uma vocação de amor”. E explicou: “É-se polícia do Choque porque se ama: porque se ama a pátria, a comunidade, a vida, a liberdade!”













