Porto, 11 de fevereiro de 2026 – No Dia Mundial do Doente, que a Igreja Católica assinala este ano sob o tema da compaixão como “estilo de vida”, o bispo do Ordinariato Castrense de Portugal presidiu esta manhã à Eucaristia no Polo do Porto do Hospital das Forças Armadas (HFAR). D. Sérgio Dinis foi acolhido pelo Subdiretor da Unidade, Coronel Médico António Santos Moura, e concelebrou com o Capelão do HFAR-Porto, padre Benjamim Silva, e com o padre Luís Morouço, Capelão Adjunto para o Exército.

Na homilia, o prelado partiu das leituras do dia – a visita da rainha de Sabá a Salomão (1 Rs 10) e a parábola do Bom Samaritano (Lc 10) – para sublinhar a missão dos profissionais de saúde e de todos os que servem no ambiente hospitalar. “Aqui, a vida é tocada no seu limite. Aqui a fragilidade deixa de ser teoria e ganha rosto, nome, história”, afirmou, dirigindo-se a médicos, enfermeiros, auxiliares, doentes e voluntários presentes.

D. Sérgio Dinis salientou que a “sabedoria do cuidado” une conhecimento científico e humanidade. “Muitos chegam aqui cheios de medo e de perguntas. E encontram pessoas que sabem responder não apenas com palavras, mas com gestos concretos. Isso maravilha. Isso devolve esperança”, disse, ecoando a comoção da rainha de Sabá diante da sabedoria de Salomão.

A parábola do Bom Samaritano serviu de espelho à missão diária no HFAR. “Ver. Não passar ao lado. Parar. Aproximar-se. Tocar a ferida. Assumir responsabilidades. Trabalhar em equipa”, enumerou o bispo castrense, sublinhando que o samaritano “não faz tudo sozinho” – um exemplo de missão partilhada.

Citando a mensagem do Papa para este Dia Mundial do Doente, D. Sérgio Dinis lembrou que a compaixão “não é um sentimento vago, mas uma decisão”. Dirigindo-se em particular aos profissionais da unidade militar, observou: “Muitos doentes são militares, guardas, homens e mulheres habituados a proteger os outros. Aqui, precisam de ser protegidos. E vós sois o rosto dessa proteção. Uma proteção que, mais importante do que ficar gravada nas estatísticas, fica gravada no coração.”

No final da celebração, o bispo confiou todos à intercessão de Nossa Senhora de Lurdes, cuja memória litúrgica se celebra precisamente a 11 de fevereiro, e deixou o convite dirigido por Jesus no Evangelho: “Vai e faz o mesmo.”

O Ordinariato Castrense assegura a assistência religiosa católica nas Forças Armadas e nas Forças de Segurança. A celebração no HFAR-Porto assinalou a passagem do Dia Mundial do Doente junto da comunidade hospitalar, reunindo profissionais de saúde e militares em torno de uma mesma intenção: o cuidado da vida frágil como lugar de encontro com Deus.