Assinala-se hoje, 26 de janeiro de 2026, o primeiro aniversário da Ordenação Episcopal de D. Sérgio Dinis. Um ano após ter recebido a plenitude do sacerdócio, o Bispo das Forças Armadas e de Segurança consolida um percurso pautado pela proximidade e pela “educação para a paz”.

Lisboa, 26 de janeiro de 2026 – Faz hoje precisamente um ano que a Igreja de Nossa Senhora da Conceição em Vila Real se vestiu de festa para a Ordenação Episcopal de D. Sérgio Manuel Ribeiro Dinis. Naquela tarde, o antigo pároco de Murça assumia o báculo para guiar o Ordinariato Castrense, sucedendo a D. Rui Valério numa missão singular de acompanhamento espiritual dos militares e agentes de segurança de Portugal e suas famílias.

Passados doze meses, o balanço é o de um ano de presença constante, marcado por uma renovação estrutural e por um discurso que privilegia a dignidade humana no seio das instituições militares e de segurança.

Um Pastor em Missão Permanente

Desde a sua entrada solene na Sé Castrense, D. Sérgio Dinis traçou um perfil de proximidade. A ação pastoral de D. Sérgio Dinis abraçou a plenitude das instituições castrenses, estendendo-se desde o rigor dos centros de instrução e comando até à linha da frente das unidades operacionais. A sua presença foi igualmente marcante no apoio espiritual em contexto hospitalar e prisional, reafirmando o compromisso da Igreja com a humanização em todas as frentes de serviço ao País.

Nestas visitas, o Bispo não se limitou ao protocolo, insistindo em momentos de diálogo e espiritualidade. A sua mensagem tem sido clara: a farda é um símbolo de serviço e uma ferramenta de humanização. “Não tenham medo de ser santos”, exortou logo no início do seu ministério, sublinhando que a disciplina e o rigor militar e policial devem ser sempre acompanhados pela “grandeza de alma”.

“Educar para a Paz”: O Lema de um Ano Intenso

A voz de D. Sérgio Dinis tem-se feito ouvir em momentos cruciais da vida castrense. Num mundo marcado por incertezas, o Bispo tem defendido que as Forças Armadas Portuguesas devem ser uma “reserva moral da nação”.

Uma das suas frases mais marcantes deste primeiro ano resume o seu pensamento pastoral: “Não basta preparar para a guerra, é preciso educar para a paz”. Para o prelado, as instituições de defesa e segurança não são meros instrumentos de força, mas sim “escolas de valores” onde a paz se constrói através da ética e do respeito pelo próximo.

Aos militares que servem em missões exigentes ou longe das suas famílias, o Bispo deixou uma promessa de conforto espiritual que ecoou ao longo de todo o ano: “Podeis não saber onde está o vosso Bispo, mas deveis saber que, onde quer que ele esteja, rezará por vós”.

Renovação Estrutural e Futuro

Para além da vertente missionária, este primeiro ano foi de organização administrativa. D. Sérgio Dinis procedeu a uma significativa renovação da Cúria Castrense, nomeando um novo Vigário Geral e estruturando os Conselhos de Consultores e Presbiteral. Esta aposta na sinodalidade visa garantir uma Igreja Castrense mais dialogante e preparada para os desafios futuros.

Um ano depois do dia em que recebeu a Ordenação Episcopal, D. Sérgio Dinis confirma-se como uma voz de esperança, lembrando diariamente que, mesmo no rigor do dever, há sempre espaço para a construção de um mundo mais humano e pacífico.