Igreja dos Clérigos acolheu Missa de Ação de Graças e Sufrágio com a presença do Ministro da Defesa Nacional e da cúpula militar
A emblemática Igreja dos Clérigos, no Porto, foi este domingo, 25 de outubro, o palco da Missa de Ação de Graças e Sufrágio inserida nas comemorações do Dia do Exército de 2026. A celebração litúrgica, transmitida em direto pela TVI, foi presidida pelo Bispo das Forças Armadas e das Forças de Segurança, D. Sérgio Dinis, e reuniu as mais altas patentes militares e entidades governamentais.
Entre os presentes destacaram-se o Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, o Chefe do Estado-Maior do Exército, General Eduardo Mendes Ferrão, a Vice-Presidente da Câmara Municipal do Porto, Catarina Araújo, antigos Chefes do Estado-Maior do Exército, além de oficiais generais, sargentos, praças, civis do ramo militar e representantes das forças de segurança e do clero castrense.
Durante a homilia, subordinada ao tema «Amarás», D. Sérgio Dinis sublinhou a vocação altruísta da instituição militar, frisando que «o Exército não existe para si mesmo», mas sim para «guardar os mais frágeis» e a comunidade que lhe foi confiada. Partindo dos textos litúrgicos do XXX Domingo do Tempo Comum, o prelado evocou o dever de amparo aos necessitados, traçando um paralelo direto com a missão das Forças Armadas no terreno.
«Vimo-lo nos incêndios e nas cheias, nas aldeias isoladas e nas estradas cortadas, nas missões de paz em terras distantes, onde soldados portugueses devolvem a capa a quem ficou sem nada», declarou o Bispo Castrense, prestando homenagem tanto aos operacionais no ativo como àqueles que deram a vida em serviço e às respetivas famílias.
Num apelo à coerência e ao dever moral, o responsável alertou que «a força sem amor torna-se ídolo, e o amor sem coragem fica-se pelas palavras», concluindo com uma invocação a São Jorge, padroeiro do Exército, para que ajude a vencer a indiferença perante as dificuldades do próximo, e a Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Portugal, para que traga sempre os militares a salvo no regresso a casa.





















