Celebração foi presidida pelo Bispo das Forças Armadas e de Segurança, D. Sérgio Dinis, sob o lema «De regresso a casa», reunindo as mais altas chefias militares e policiais.
A Igreja de Santa Maria de Belém, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, foi palco esta terça-feira, 3 de novembro, da solene Celebração Eucarística em sufrágio de todos os fiéis defuntos que serviram Portugal nas Forças Armadas e nas Forças de Segurança. A Missa foi presidida pelo Bispo do Ordinariato Castrense de Portugal, D. Sérgio Dinis.
Na sua homilia, o prelado evocou a passagem bíblica de Judas Macabeu para destacar o valor da fraternidade castrense: «Eram soldados a rezar por soldados, camaradas que não abandonam os camaradas, nem mesmo para lá da morte».
D. Sérgio Dinis sublinhou que a homenagem estende-se a todos os que deram a vida pela Pátria, «os que tombaram em missão e os que se gastaram, dia após dia, nos quartéis e nas esquadras, nos navios e nas bases, nas oficinas e nos gabinetes», lembrando que o amor e a dedicação ao serviço pedem eternidade perante o mistério da morte. «Cristo não nos explica a morte; atravessa-a», afirmou, apelando à esperança cristã e confiando os militares e polícias falecidos à proteção de Santa Maria de Belém na sua «última viagem».
A cerimónia contou com a presença do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, General João Cartaxo Alves, dos Chefes dos Estados-Maiores do Exército e da Armada, e do Vice-Chefe do Estado-Maior da Força Aérea (em suplência do Chefe do Estado-Maior da Força Aérea). Marcaram igualmente presença o Comandante-Geral da Guarda Nacional Republicana, o Diretor Nacional da Polícia de Segurança Pública, o Secretário do Conselho Superior de Defesa Nacional, o Secretário-Geral da Defesa Nacional, diretores-gerais, os presidentes do IASFA e da Liga dos Combatentes, oficiais-generais, capelães e diversas entidades civis, militares e policiais.
O momento solene destacou-se ainda pelo aparato litúrgico e cerimonial, com uma Guarda de Honra ao Altar composta por cadetes dos três ramos das Forças Armadas e das Forças de Segurança e o serviço de altar assegurado pelos acólitos do Ordinariato Castrense. A animação litúrgica esteve a cargo do Coro e Banda da Armada Portuguesa, tendo os tradicionais Toques de Homenagem aos Mortos sido executados pela Fanfarra dos Fuzileiros.






