Funchal, 15 de dezembro de 2025 – A tradição madeirense das Missas do Parto foi celebrada hoje de manhã, pelas 6h00, na Igreja da Nazaré, no Funchal, assinalando a proximidade do Natal. A celebração foi presidida por Sua Excelência Reverendíssima D. Nuno Brás, Bispo do Funchal, e contou com a homilia de D. Sérgio Dinis, Bispo do Ordinariato Castrense de Portugal, que se encontra em Visita Pastoral na Região.

A Missa do Parto contou com uma notável presença de figuras governamentais, militares e de segurança, demonstrando a forte ligação entre a fé, a comunidade e as instituições na Madeira. Entre as entidades presentes destacam-se:

• A Excelentíssima Senhora Ministra do Trabalho, Doutora Maria do Rosário Ramalho.

• O Senhor José Rodrigues, em representação do Presidente do Governo Regional da Madeira.

• O Major General Lopes da Silva, Comandante Operacional da Madeira.

• O Brigadeiro General José Loureiro, Comandante da Zona Militar da Madeira.

• O Capitão Mar e Guerra, Bruno Teles, Comandante da Zona Marítima da Madeira.

• Os Comandantes Regionais da PSP (Superintendente Ricardo Matos) e da GNR (Coronel Marco Nunes).

• Os padres Luís Batista, Marco Abreu (Capelão militar da ZMM) e Luís Leal (Capelão adjunto da PSP), entre outros capelães e entidades civis e militares.

Na sua homilia, D. Sérgio Dinis sublinhou o significado das Missas do Parto, destacando a atitude de vigilância e fé: “Quem verdadeiramente espera não dorme descansado: vigia, levanta-se, põe-se a caminho.”

O Bispo Castrense refletiu sobre as leituras (Num 24, 2-7.15-17a e Mt 21, 23-27), comparando a visão do profeta pagão Balaão, que “viu uma estrela de Jacob” ao longe, com a atitude de Maria:

“Esta Luz não irrompe pela força, nem se impõe pela ostentação do poder. Deus escolhe um caminho pequeno, silencioso, profundamente humano. Escolhe uma mulher. Escolhe Maria.”

D. Sérgio Dinis destacou que Maria “não discute autoridade, não exige sinais”, mas acolhe e gera em silêncio.

“A esperança cresce no escondimento, como a vida no ventre de uma mãe, e que Deus age muitas vezes quando tudo parece ainda envolto na noite.”

Dirigindo-se especialmente aos presentes das Forças Armadas e das Forças de Segurança, o Bispo Castrense ligou a espera de Maria à missão de serviço:

“Vigiar, servir, proteger a vida dos outros são verbos bem conhecidos por quem assume esta missão. Maria ensina-nos que a verdadeira força está em guardar a vida, em preparar a paz, em oferecer ao mundo Aquele que é o Príncipe da Paz.”

D. Sérgio Dinis contrastou a atitude de Maria — que se abre com um “Faça-se” — com a dos chefes do povo no Evangelho, que se fecham à novidade de Deus, “calculando respostas, protegendo posições, fechando-se à novidade de Deus.”

A homilia terminou com o desejo de D. Sérgio Dinis de um “Santo e Feliz Natal” a todos.