Missa e honras policiais nos talhões privativos assinalaram o reconhecimento e a gratidão pela vida dos elementos que serviram a causa pública.

No passado dia 2 de novembro, Dia dos Fiéis Defuntos, a Polícia de Segurança Pública (PSP) prestou homenagem a todos os seus elementos falecidos, numa cerimónia solene realizada no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa.

As celebrações iniciaram-se com a celebração da missa, presidida pelo Capelão Adjunto da PSP, Pe. Luís Leal, que destacou o significado do momento como um ato de justo reconhecimento e gratidão pela dedicação de cada um dos polícias que, ao longo da história da instituição, deram a sua vida em prol da causa pública e de Portugal.

Durante a homilia, o capelão recorreu à simbologia dos tradicionais toques de requinta executados em honra dos mortos para guiar a reflexão dos presentes. Sublinhou que perante a perda emergem o silêncio, o sofrimento e as dúvidas face ao mistério da morte (o Toque de Silêncio), seguindo-se a necessidade de valorizar o percurso de cada elemento e manifestar gratidão e saudade (o Toque de Homenagem aos Mortos). Por fim, apontou a esperança e a certeza da ressurreição como alento para a continuidade da caminhada diária (o Toque de Alvorada), lembrando que este trajeto se constrói em comunidade e apoio mútuo.

Num dos momentos mais marcantes da liturgia, foram evocados individualmente os nomes dos 27 elementos da PSP que faleceram no último ano enquanto se encontravam no ativo.

Concluída a celebração religiosa, os participantes deslocaram-se aos talhões privativos da PSP no cemitério para a realização da cerimónia policial de Homenagem aos Mortos. O ato solene foi presidido pelo Superintendente Sérgio Felgueiras, Diretor Adjunto do Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna (ISCPSI), que compareceu em representação do Diretor Nacional da PSP.

Junto às sepulturas dos polícias ali inumados, o tributo foi expressamente alargado à memória de todos os elementos da instituição sepultados nos vários cemitérios do país.