D. Sérgio Dinis assinalou a posse do novo comandante territorial de Braga e homenageou reservistas e reformados, lembrando que «quem serviu a Grei nunca se reforma do bem comum».
Vila Verde, Braga — O Santuário de Nossa Senhora do Alívio, no monte de Soutelo, em Vila Verde, acolheu na quarta-feira, 23 de setembro de 2026, uma Celebração Eucarística de ação de graças que reuniu militares no ativo, na reserva e na reforma da Guarda Nacional Republicana (GNR), juntamente com as suas famílias. A Missa foi presidida pelo Bispo do Ordinariato Castrense de Portugal, D. Sérgio Dinis.
A celebração ficou marcada pela presença do novo comandante do Comando Territorial de Braga da GNR, coronel Vítor Lima, recém-empossado no cargo, a quem o prelado dirigiu palavras de felicitação e encorajamento no início das suas funções: «Ontem, V. Ex.ª recebeu o comando; hoje, a sua primeira grande reunião de família faz-se com aqueles que, antes de todos nós, vestiram a farda da GNR e guardaram estas terras do Minho. Não podia haver começo mais belo: um comandante que inicia a sua missão de rosto voltado para a memória», sublinhou D. Sérgio Dinis, recordando as raízes minhotas do oficial superior, natural de Vila Nova de Famalicão.
O bispo castrense saudou igualmente o Capelão Adjunto para a GNR, padre Borges da Silva, o Capelão da Unidade, padre Paulo Silva, bem como os oficiais, sargentos, guardas e funcionários civis da instituição.
Dirigindo-se em particular aos militares na reserva e na reforma, D. Sérgio Dinis comparou o seu percurso aos alicerces da própria força de segurança: «Sois as raízes desta árvore. Ninguém vê as raízes, mas é delas que vem a seiva. As vossas noites de patrulha, os vossos silêncios, as vossas feridas e as vossas fidelidades são o chão firme sobre o qual o novo Comandante agora assenta os pés».
Durante a homilia, o prelado evocou a oração de Agur (Livro dos Provérbios), destacando a integridade, a busca pela verdade e a sobriedade que caracterizam a vocação militar: «Uma vida inteira ao serviço da verdade, em que a palavra dada e o auto lavrado não admitiam fraude. Uma vida de soldo contado, onde se aprendeu que a dignidade não se mede pelo que se possui, mas pela limpeza com que se ganha o pão».
Ao refletir sobre o envio dos Doze Apóstolos sem bens materiais supérfluos, o Bispo Castrense interpelou os veteranos sobre as exigências da carreira e a entrega à causa pública, frisando que «o poder do Reino passa por mãos vazias». Concluiu, ainda, com um apelo à continuidade do serviço cívico e pastoral nas comunidades: «A reserva e a reforma não põem fim ao envio. O Batismo não passa à disponibilidade. (…) Quem serviu a Grei nunca se reforma do bem comum».









