«A dor é o preço do amor; a desesperança não nos pertence», afirmou D. Sérgio Dinis numa Sé do Porto repleta para homenagear os que serviram a Pátria.
A Sé Catedral do Porto acolheu esta quarta-feira, 4 de novembro, a solene Missa dos Fiéis Defuntos em sufrágio pelos militares e operacionais das Forças Armadas e das Forças de Segurança já falecidos. A celebração foi presidida pelo Bispo do Ordinariato Castrense de Portugal, D. Sérgio Dinis, num templo repleto de militares, elementos militarizados, polícias, civis e familiares.
Durante a homilia, D. Sérgio Dinis evocou a memória dos que dedicaram a vida a Portugal, tanto em missões operacionais como no cumprimento diário do dever: «Trazemos os que serviram a Pátria nas Forças Armadas e nas Forças de Segurança: os que tombaram em missão e os que, dia após dia, se foram gastando, pouco a pouco, nos quartéis, nas esquadras e nos postos, nos navios e nas bases, nas oficinas e nos gabinetes». O prelado destacou ainda a vertente humana e familiar das perdas, assinalando a dor de quem guarda «o lugar vazio à mesa».
Refletindo sobre as leituras do dia, o Bispo Castrense recordou as palavras de São Paulo aos Tessalonicenses, enfatizando que a fé cristã não elimina o luto, mas transforma-o: «A dor é o preço do amor; a desesperança, essa, não nos pertence». Acrescentou ainda que o consolo mútuo deve ser visto quase como uma exigência de camaradagem: «Ninguém pode, mas também ninguém deve carregar o seu luto sozinho». A finalizar a homilia, colocou sob a proteção de Nossa Senhora de Vandoma, padroeira da cidade do Porto, todos os falecidos evocados na celebração.
A organização da cerimónia deste ano esteve a cargo da Polícia de Segurança Pública (PSP), que assegurou a animação litúrgica e a execução do toque de homenagem aos mortos.
Entre as entidades presentes destacaram-se o Diretor Nacional da PSP, Superintendente-Chefe Pedro Moura, o Major-General Gamito Torres (em representação do Ajudante-General do Exército), oficiais-generais, comandantes e representantes dos vários ramos das Forças Armadas e de Segurança, antigos comandantes do Comando Metropolitano do Porto da PSP, delegações da Liga dos Combatentes e da Associação Nacional de Sargentos, bem como capelães e diversas autoridades civis e militares.














