Bispo das Forças Armadas e de Segurança encerrou peregrinação que juntou militares e agentes de Marinha, Exército, Força Aérea, Polícia de Segurança Pública e Guarda Nacional Republicana

Fátima, 13 mar 2026 (Ecclesia) – O bispo das Forças Armadas e de Segurança disse, no final da peregrinação dos três ramos das Forças Armadas e das Forças de Segurança ao Santuário de Fátima, que “peregrinar é voltar para Deus”.

“Peregrinar é voltar para Deus. Não é apenas andar pela estrada; é deixar que o coração se reoriente. É reconhecer que, muitas vezes, confiamos em falsas seguranças, em forças humanas, em coisas que prometem muito mas salvam pouco”, explicou D. Sérgio Dinis, na celebração que encerrou no santuário de Fátima, a peregrinação de quatro dias.

“O orvalho não faz barulho. Forma-se em silêncio durante a noite. Mas, quando o sol nasce, vê-se que a terra está viva e fecunda. Assim age Deus na nossa vida. Muitas vezes de modo discreto, quase impercetível, mas capaz de fazer nascer vida nova. Talvez alguns de vós tenham sentido isto nestes dias de caminhada. Um momento de oração mais profundo, uma conversa que tocou o coração, um silêncio que abriu espaço para Deus”, acrescentou.

90 Peregrinos, dos três ramos das Forças Armadas e das Forças de Segurança – Marinha, o Exército e a Força Aérea, iniciaram, em Lisboa, no dia 9 uma peregrinação, à qual se juntaram 50 peregrinos de Coimbra, numa organização da Guarda Nacional Republicana (GNR).

Depois de “tantos quilómetros, cansaço e conversas”, o grupo chegou à “casa da mãe” e “compreende melhor que toda a peregrinação exterior é, na verdade, sinal de outra peregrinação mais profunda: a peregrinação do coração”.

D. Sérgio Dinis apontou sinais de “amor na vida concreta” que os militares e agentes das Forças de Segurança puderam experimentar: “Quando alguém estava cansado, outro ajudava. Quando alguém precisava de água, alguém partilhava. Quantas vezes o ritmo de um se tornou o ritmo de todos”.

“Amar a Deus com todo o coração significa colocá-Lo no centro das nossas decisões e confiar n’Ele acima de tudo. Amar com toda a inteligência significa procurar a verdade, iluminar a vida com a Palavra de Deus e deixar que a fé oriente o pensamento. Amar com todas as forças significa transformar este amor em gestos concretos, em serviço, em dedicação aos outros”, traduziu.

O responsável convidou a unir, na vida, os caminhos que “não são diferentes”: “Amar a Deus e amar ao próximo”.

“São o mesmo caminho. Quem ama verdadeiramente a Deus aprende a reconhecer o irmão. E quem serve o irmão aproxima-se sempre mais de Deus”, explicou.

A terminar a peregrinação, D. Sérgio Dinis convidou cada pessoa a “voltar ao seu batismo” e a recordar-se “filho de Deus”.

“Os quilómetros terminaram, mas a verdadeira peregrinação continua. Continua na vida de cada dia. Continua nas famílias. Continua no trabalho. Continua no serviço à Pátria e aos irmãos”, finalizou.

Fátima: Peregrinar é cultivar «sinais de amor» na vida e no «serviço à Pátria e aos irmãos» – D. Sérgio Dinis