Decorreu esta sexta-feira, no Forte do Bom Sucesso, em Belém, Lisboa, uma sentida cerimónia de homenagem às forças portuguesas que participam e participaram em Operações de Paz e humanitárias por todo o mundo.

O momento iniciou-se com uma missa celebrada na Capela dos Antigos Combatentes do histórico forte, presidida pelo Capelão Adjunto para a PSP, Pe. Luis Leal, que na sua homilia convocou as palavras da Encíclica Populorum Progressio (n.º 76), do Papa São Paulo VI.

O texto pontifício, datado de 1967, recorda que a paz é um dom que se constrói e não apenas a ausência de guerra ou um simples equilíbrio de forças. A partir dessa reflexão, o celebrante destacou o papel inestimável das Forças Armadas e de Segurança portuguesas nos diferentes palcos internacionais onde a paz permanece frágil, sublinhando que estas forças “estão com dedicação e humanidade, levando uma verdadeira paz aos povos”.

Na homilia foi ainda salientado que a construção da paz exige vigor e retidão, não aceitando o conformismo do “sempre foi assim”, e que cada um é chamado a contribuir segundo os dons que recebeu. O perdão — tanto o ato de perdoar como o de aceitar ser perdoado — foi apontado como elemento essencial nessa construção.

Concluída a celebração religiosa, teve lugar a cerimónia militar, que contou com a presença dos três ramos das Forças Armadas — Marinha, Exército e Força Aérea — e das Forças de Segurança — PSP e GNR. O momento culminou com a Oração de Homenagem aos Mortos, proferida pelo Capelão Adjunto para a PSP, em memória de todos os que deram a vida ao serviço da paz.

O Forte do Bom Sucesso, monumento histórico com séculos de história ao serviço da defesa de Lisboa, acolheu assim mais um momento de memória e reconhecimento pelo sacrifício e dedicação das forças portuguesas além-fronteiras.