Comandante Coronel Luís Patrício e outras entidades marcaram presença na celebração presidida pelo Bispo do Ordinariato Castrense

O Comando Territorial de Castelo Branco da Guarda Nacional Republicana celebra, no dia 27 de março, o aniversário da sua criação, antecipando a efeméride com uma Celebração Solene de Ação de Graças, realizada ontem, dia 22 de março, na Igreja de São Miguel, a Sé Concatedral.

A Eucaristia foi presidida pelo Bispo do Ordinariato Castrense de Portugal, D. Sérgio Dinis, que na homília fez uma reflexão sobre as leituras do V Domingo da Quaresma, estabelecendo um paralelo entre a ressurreição de Lázaro e a missão da GNR no território albicastrense.

Na sua intervenção, D. Sérgio Dinis destacou que o território de Castelo Branco, “vasto e belo, mas marcado por uma forte diminuição demográfica, pelo envelhecimento e pela solidão de muitas populações”, conhece “formas discretas de ‘morte social’: o isolamento, a fragilidade, a perda de referências, o abandono silencioso de tantas aldeias”.

Perante este cenário, o Bispo do Ordinariato Castrense sublinhou que os militares da GNR “não são apenas agentes da ordem pública; são uma presença estruturante num território que precisa de proximidade, de vigilância, de confiança. Muitas vezes, são os primeiros a chegar, os últimos a sair e, em não poucos casos, os únicos que garantem que alguém não está completamente só”.

À luz das leituras bíblicas, D. Sérgio Dinis afirmou que o serviço da Guarda “pode ser compreendido como uma participação concreta naquela dinâmica de ‘retirar a pedra’ e ‘desligar as ligaduras'”. Sempre que protegem, previnem, acompanham e exercem a autoridade “com justiça e humanidade”, acrescentou, “estão a contribuir para que a vida não fique encerrada nos seus ‘túmulos’ — sejam eles o medo, a insegurança ou o abandono”.

A celebração contou com a presença do Comandante do Comando Territorial da GNR de Castelo Branco, Coronel Luís Patrício, do Padre Borges da Silva (Capelão Adjunto para a Guarda Nacional Republicana), do Padre José Bento (Capelão daquele Comando Territorial), do Padre António Santiago (Capelão do Comando Territorial de Coimbra) e do Diácono João Serrasqueiro.

Estiveram ainda presentes oficiais, sargentos, guardas e civis afetos à estrutura militar.

A homília do prelado deixou ainda uma palavra de reconhecimento pelo desgaste a que os militares estão sujeitos — “o cansaço, a pressão, o risco de endurecimento” —, lembrando que a Quaresma é “tempo de retorno ao essencial, de purificação do coração, de redescoberta da primazia de Deus”, apontando que “só um coração habitado pelo Espírito pode sustentar, de modo duradouro, uma missão exigente como a vossa”.