Missa presidida por D. Sérgio Dinis, Bispo do Ordinariato Castrense, assinalou o 17.º aniversário do Comando Territorial de Vila Real. Dia incluiu assistência religiosa ao efetivo e almoço de confraternização.
Vila Real, 15 de setembro de 2026 – O Comando Territorial de Vila Real da Guarda Nacional Republicana (GNR) assinalou esta terça-feira o Dia da Unidade com uma missa na sede do Comando. A celebração foi presidida por D. Sérgio Dinis, Bispo do Ordinariato Castrense de Portugal, e incluiu a consagração da Unidade a São Miguel Arcanjo (Arcanjo Miguel), com bênção e entronização da sua imagem. Seguiu-se um momento de diálogo e assistência religiosa com o efetivo da Unidade e um almoço de confraternização.
A cerimónia, que decorreu no âmbito das atividades do Dia da Unidade, assinalou também o 17.º aniversário do Comando Territorial de Vila Real.
Na homilia, D. Sérgio Dinis partiu do calendário litúrgico — a Exaltação da Santa Cruz, celebrada no dia anterior, e Nossa Senhora das Dores — para afirmar que “nenhuma cruz está sozinha: ao lado de cada uma há sempre alguém que fica”. O Bispo Castrense sublinhou que Deus não poupa à dor, mas atravessa-a connosco, e apresentou Maria, de pé junto à cruz, como modelo de presença para os militares da Guarda.
Dirigindo-se ao efetivo, o prelado falou de uma “terra de aldeias que se esvaziam”, de “gente envelhecida”, de estradas de serra e de verões que ardem. “Muitas vezes chegais e já não há nada para resolver. O acidente já aconteceu. A mão já se levantou dentro de casa. O velho já morreu sozinho e só o cão é que sabia. Nessas horas, não sois inúteis. Sois aquilo que Maria foi ao pé da cruz: alguém que fica”, disse.
D. Sérgio Dinis recordou ainda as Sete Dores de Nossa Senhora e exortou os militares a não guardarem para si o peso daquilo que vivem. “A dor sem sentido esmaga; a dor habitada por Deus transforma”, afirmou, pedindo que não deixem morrer a vida interior, que rezem, procurem o capelão e não tenham medo de fazer o sinal da cruz, entrar numa igreja, abrir uma Bíblia ou trazer um terço consigo.
A concluir, a propósito de São Miguel Arcanjo, lembrou que o seu nome é uma pergunta — “Quem como Deus?” — e que essa pergunta deve guardar todos aqueles a quem é confiado o uso da força, “para que nunca se deixem tentar pela ideia de serem donos da vida ou da liberdade de alguém”. “Que São Miguel vos defenda. Que a Mãe das Dores vos ensine a permanecer. E que o Senhor vos traga sempre a casa”, concluiu.
Marcaram presença na celebração o Coronel Feliciano Amaral, comandante do Comando Territorial de Vila Real, oficiais, sargentos, guardas, guardas florestais e civis, bem como o Capelão Adjunto para a GNR, Pe. António Borges da Silva, e o capelão José Carlos Bento. A animação litúrgica esteve a cargo do grupo coral da Paróquia de Mouços.
A celebração, muito bem preparada, decorreu dentro das instalações do Comando. O Bispo visitou os diversos serviços do Comando, tendo contacto direto com os militares. No final, houve ainda um momento de diálogo e com o efetivo da Unidade e um almoço de confraternização.

















