Cerca de 90 militares e elementos das Forças de Segurança partiram esta segunda-feira do Parque das Nações para um caminho de fé, união e reflexão interior.

Lisboa, 9 de março de 2026 – Teve início esta manhã a XVIII edição da Peregrinação a Pé do Ordinariato Castrense ao Santuário de Fátima. A cerimónia de partida, que assinala o arranque oficial da caminhada para os peregrinos oriundos de Lisboa, realizou-se na Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes, no Parque das Nações, com uma Missa de envio presidida pelo Bispo do Ordinariato Castrense de Portugal, D. Sérgio Dinis.

Cerca de 90 peregrinos, entre membros das Forças Armadas e das Forças de Segurança, partiram ao início da tarde em direção à Cova da Iria, num percurso que antecipa as celebrações do 13 de março. O grupo de Lisboa será brevemente acompanhado por mais 50 peregrinos, que partem esta terça-feira de Coimbra e se juntarão na chegada a Fátima.

Na homilia da missa de envio, D. Sérgio Dinis sublinhou que a peregrinação é, acima de tudo, “um caminho interior” que tem origem no Batismo. Inspirando-se na primeira leitura do livro dos Reis (2Rs 5, 1-15a), que narra a cura do general sírio Naamã, e no Evangelho de São Lucas (Lc 4, 24-30), o prelado estabeleceu um paralelo entre a lepra do comandante militar e as fragilidades que cada peregrino transporta consigo.

“Talvez, ao longo destes dias de caminhada, cada um descubra também a sua própria ‘lepra’: uma fragilidade, um pecado, uma ferida interior, um cansaço da alma. Não tenhais medo de a colocar diante de Deus. O Senhor não se afasta das nossas feridas; aproxima-se delas para nos curar”, afirmou D. Sérgio Dinis, dirigindo-se aos peregrinos.

O bispo castrense recordou ainda a mensagem para o tempo quaresmal, afirmando que a peregrinação deve ser um caminho de verdade diante de Deus, de si próprio e dos outros. “Caminhareis para Fátima. Caminhareis para a casa da Mãe. E Maria sabe sempre conduzir-nos ao essencial: viver como batizados, confiar em Cristo e deixar que Deus transforme o nosso coração”, acrescentou.

A iniciativa, que este ano se realiza sob o signo da fé e da camaradagem, prolonga-se até ao dia 13 de março, unindo militares e agentes das forças de segurança num percurso marcado pelo espírito de sacrifício e oração. “Cada passo pode tornar-se oração. Cada sacrifício pode tornar-se oferta. Cada silêncio pode tornar-se encontro com Deus”, concluiu D. Sérgio Dinis na homilia.