A 21 de abril de 1986, o Papa São João Paulo II promulgou a Constituição Apostólica Spirituali Militum Curae, documento que elevou os antigos Vicariatos Castrenses à dignidade de Ordinariatos Militares, equiparados juridicamente às Igrejas particulares. Esta Constituição conferiu também ao Ordinariato Castrense de Portugal — herdeiro do Vicariato erigido por Paulo VI em 1966 — a fisionomia eclesial com que hoje serve as Forças Armadas e as Forças de Segurança da Nação.
Recordar esta data é, sobretudo, dar graças: pelos capelães que, ao longo destas quatro décadas, gastaram as suas vidas em quartéis, navios, bases aéreas, esquadras e teatros de operações; pelos militares e seus familiares, que neles encontraram a presença consoladora de Cristo; e por todos quantos, em silenciosa fidelidade, fazem do Ordinariato Castrense uma Igreja viva, missionária e servidora.
Neste mesmo dia, recordamos em sufrágio o Papa Francisco, no primeiro aniversário do seu regresso à Casa do Pai. A sua incansável voz profética em favor da paz, do desarmamento e da fraternidade entre os povos permanece como herança e como apelo, particularmente para quantos servem nas fileiras das Forças Armadas e de Segurança.
Que a sua memória nos confirme no caminho de uma pastoral cada vez mais ousada e esperançosa, à imagem do Bom Pastor que conhece e ama as suas ovelhas.
D. Sérgio Dinis,
Bispo do Ordinariato Castrense de Portugal
