LISBOA — O Museu de Santo António inaugurou recentemente a sua nova exposição temporária, intitulada “Meu Querido Santo António”. A mostra reúne uma impressionante variedade de imagens do Santo Casamenteiro provenientes exclusivamente de coleções particulares, contando com contributos de várias personalidades conhecidas do público português, como José Carlos Malato, Isabel Angelino ou Luís Montez.

Contudo, há uma representação muito especial que está a prender o olhar de quem visita o espaço: o “Santo António Polícia”, uma peça pertencente à coleção do Padre Luís Leal, Capelão Adjunto para a Polícia de Segurança Pública (PSP).

Apesar de ser textualmente a imagem de menores dimensões em exibição na galeria — tratando-se de uma delicada escultura em FIMO de 2023, com apenas 7 por 5 centímetros e de autor desconhecido, a peça tem suscitado uma enorme curiosidade.

“Apesar de ser a imagem mais pequena, segundo o coordenador do Museu, é a que tem chamado mais à atenção”, destaca o Padre Luís Leal, que assume com orgulho esta participação. “É uma honra para mim. Creio que posso dizer que também é uma honra para a nossa PSP.”

A imagem reveste-se de um significado profundo para o Capelão da Polícia. Conforme se pode ler no catálogo e painéis da exposição, a miniatura une de forma perfeita as duas grandes dimensões da sua vida: o sacerdócio (uma vez que Santo António é o patrono do seu curso de Seminário) e a dedicação à PSP.

A acompanhar a escultura, está exposto um poema inédito assinado pelo próprio Pe. Luís Leal em junho de 2025, dedicado aos “polícias da liberdade” e aos “santos cuidadores” que diariamente garantem a segurança das cidades, terminando com uma sentida prece: “Santo António meu querido / De bom coração também / Apenas te faço um pedido / Cuida do polícia. Ámen”.

A exposição “Meu Querido Santo António” continua patente no Museu de Santo António, em Lisboa, oferecendo uma oportunidade única de descobrir perspetivas tão singulares e afetivas sobre uma das figuras mais devotas da cultura portuguesa.