Braga, 24 de setembro de 2025 – O Comando Territorial de Braga da Guarda Nacional Republicana (GNR) reuniu ontem, dia 24 de setembro, militares no ativo, na reserva e na reforma, bem como civis, para o seu tradicional Convívio Anual. O ponto alto da celebração foi a Missa Solene de Ação de Graças, presidida por D. Sérgio Dinis, Bispo do Ordinariato Castrense de Portugal, no Santuário de Nossa Senhora do Sameiro. A cerimónia, que destacou a importância do serviço e legado dos militares, contou com a presença do Comandante da GNR de Braga, Coronel Carlos Morgado, do Reitor da Confraria do Sameiro, Padre Delfim Pinto Coelho,do Capelão Adjunto para a GNR, Pe. António Borges da Silva, do Capelão Paulo Silva e de outras individualidades.
Na sua homilia, D. Sérgio Dinis dirigiu-se diretamente aos militares na reserva e na reforma, sublinhando que o seu serviço à Pátria e à sociedade está longe de ter terminado. O Bispo usou a frase “a missão não terminou: continua de outro modo”, reforçando que, embora já não usem a farda, a sua sabedoria e exemplo continuam a ser pilares para a instituição. D. Sérgio Dinis realçou que o povo continua a vê-los como GNR, e, por isso, o seu comportamento deve ser sempre “irrepreensível, pautado por uma ética firme”, honrando a história e o serviço prestado.
O Bispo lembrou o lema da GNR, “Pela Lei e pela Grei”, e fez uma analogia com a leitura do Livro de Esdras, comparando os militares a um “resto” precioso, uma semente de esperança que Deus preservou. D. Sérgio Dinis frisou que, mesmo com as falhas e os desafios, a vida dos militares da GNR é um testemunho de que não estiveram sozinhos, sentindo uma “mão invisível” que os sustentou nos momentos de risco.
O Bispo incentivou os presentes a viverem a sua vida com a sobriedade e a disciplina que a carreira militar lhes ensinou. Convidou-os a serem “missionários” na sua vida pessoal, anunciando a Boa Nova com a sua forma de viver e transmitindo valores às novas gerações. D. Sérgio Dinis afirmou ainda que os militares da GNR na reserva e na reforma são um “património ético”, um legado de “sacrifício, de serviço total, de fidelidade à Lei e à Grei” num mundo cada vez mais marcado por divisões e ódio.
A homilia concluiu com um apelo à Senhora do Sameiro, Mãe e Padroeira, para que continue a proteger os militares, dando-lhes “saúde, paz e alegria” para viverem este tempo de forma serena, mas com a coragem de quem ainda tem muito para oferecer. D. Sérgio Dinis pediu que a vida de cada um fosse um ato de louvor a Deus, refletindo as palavras do salmista: “Louvai o Senhor, que levanta os fracos. Louvai o o Senhor, louvai”.

















