Beja, 29 de julho de 2025 – O Comando Territorial de Beja da Guarda Nacional Republicana (GNR) assinalou hoje o seu 16.º aniversário com uma Missa comemorativa na Sé Catedral de Beja, presidida por D. Sérgio Dinis, Bispo do Ordinariato Castrense de Portugal. A celebração, que contou com a presença de diversas autoridades civis e militares, reforçou a tradição castrense de assinalar esta efeméride com um momento de fé e gratidão.

Na sua homilia, o Bispo dirigiu-se aos presentes, incluindo o Comandante do Comando Territorial de Beja, Coronel Brito Sousa, e os militares da GNR, destacando a profunda ligação entre a missão da Guarda e a mensagem de amor e serviço contida nas leituras bíblicas do dia (1 Jo 4, 7-16 e Jo 11, 19-27).

D. Sérgio Dinis iniciou sublinhando que “Deus é amor” não é um “chavão” piedoso, mas uma “provocação radical”. Explicou que conhecer Deus passa pelo ato de amar, e quem ama serve, protege, e faz-se próximo, tornando-se, por isso, um guardião. Esta premissa serviu de base para traçar um paralelo direto com a missão da GNR.

“A vossa missão – muitas vezes discreta, por vezes incompreendida e nem sempre reconhecida – é uma missão de proximidade. De presença firme, mas humana. De autoridade, mas nunca autoritarismo. De ordem, mas fundada na justiça”, afirmou o Bispo, enaltecendo o trabalho e sacrifício dos militares. Frisou ainda que, mesmo que o esforço não seja reconhecido pelos homens, “a fé na ressurreição assegura-nos que há Um que vê tudo e nada esquece: Deus”.

Referindo-se ao texto de São João, D. Sérgio Dinis salientou que “Quem ama nasceu de Deus e conhece a Deus”, e que este amor se traduz em serviço concreto: nas patrulhas que garantem a segurança, na proteção dos mais vulneráveis, no zelo pelas fronteiras e no acompanhamento das populações mais isoladas.

A homilia fez ainda uma evocação aos santos Marta, Maria e Lázaro, amigos de Jesus, cuja memória litúrgica se celebrava. D. Sérgio Dinis destacou a fé inabalável de Marta, mesmo na dor da perda, com a sua afirmação “Acredito, Senhor”. Esta fé, segundo o Bispo, é a mesma que une os presentes na Sé e que “permite continuar a servir mesmo quando as forças faltam”, sustentando o compromisso de cada militar em contextos exigentes.

O Bispo expressou gratidão “por todos os homens e mulheres que servem neste Comando Territorial de Beja”, pelos que por ali passaram e pelos que, em nome do serviço, entregaram a vida. Concluiu confiando à intercessão de Nossa Senhora do Carmo, padroeira da GNR, todos os que servem na Guarda, para que “nos ensine a amar como Deus ama, a servir sem esperar aplauso, e a caminhar com firmeza mesmo quando o caminho é estreito”.

A cerimónia contou com a presença de diversas figuras de destaque, incluindo o Presidente da Câmara Municipal de Beja, Paulo Arsénio, representantes de Autarquias, Institutos e Serviços locais, bem como representantes das Categorias de Sargentos, Guardas e Guardas Florestais da GNR.

Concelebraram o Capelão Adjunto para a Guarda Nacional Republicana, Padre António Borges da Silva, o Padre Novais, pároco da Sé de Beja, e o Padre José Maria, Capelão do Hospital de Beja.

A celebração reafirmou o reconhecimento da comunidade e das autoridades pelo papel essencial desempenhado pelo Comando Territorial de Beja da GNR na segurança e bem-estar do distrito.