LISBOA – Num ambiente de profunda solenidade e devoção, a Guarda Nacional Republicana (GNR) celebrou esta quinta-feira, 18 de dezembro, a sua tradicional Missa de Natal na Basílica de Nossa Senhora dos Mártires. A celebração foi presidida por D. Sérgio Dinis, Bispo do Ordinariato Castrense de Portugal, e contou com a presença das mais altas individualidades do setor da Administração Interna e da estrutura de comando da Guarda.
Durante a homilia, inspirada na liturgia do dia, D. Sérgio Dinis estabeleceu um paralelo direto entre a narrativa bíblica do nascimento de Jesus e a missão quotidiana dos militares da GNR.
O Bispo sublinhou que Jesus nasceu num mundo de “viagens obrigatórias, decisões do poder e estradas longas”, realidades que não são estranhas a quem serve na instituição.
“Também vós conheceis a estrada, a vigilância noturna, a responsabilidade silenciosa, a ausência de casa quando outros estão reunidos à mesa”, afirmou o prelado, recordando que o Natal acontece no coração da história e não à sua margem.
D. Sérgio Dinis enfatizou que a missão da GNR é “profundamente natalícia” quando exercida com justiça e humanidade, exortando os militares a serem “presença de estabilidade num mundo inquieto” e o “rosto humano da lei ao serviço da pessoa”. O Bispo recordou ainda que a autoridade verdadeira deve proteger e que a dignidade humana começa sempre pelo olhar sobre os mais frágeis.
A cerimónia foi prestigiada pela presença de membros do Governo e altas instâncias do Estado, destacando-se:
• O Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Dr. Paulo Ribeiro;
• O Secretário de Estado da Administração Interna, Dr. Telmo Correia;
• O Comandante-Geral da GNR, Tenente-General Rui Veloso;
• O Secretário-Geral do Ministério da Administração Interna, Dr. Ricardo Carrilho;
• O Segundo Comandante-Geral da GNR, Tenente-General Paulo Silvério.
Estiveram também presentes Oficiais Generais, o Inspetor da Guarda, o Comandante Operacional, bem como o Capelão-Adjunto para a GNR, Padre Borges da Silva, e o Capelão Licínio Silva, além de uma vasta representação de Oficiais, Sargentos, Guardas, Guardas-Florestais e civis da instituição.
No final da homilia, houve um momento de oração por todos os que enfrentam dificuldades, pelos que governam e, de forma especial, pelos militares que se encontram em serviço, longe das suas famílias. D. Sérgio Dinis concluiu invocando a proteção de Nossa Senhora do Carmo, Padroeira da GNR, pedindo que “guarde os que guardam e proteja os que servem”.
A homilia terminou com os tradicionais votos de um Santo e Feliz Natal a todos os presentes e às suas respetivas famílias.











