Na homilia da solene Ação de Graças, em Cinfães, D. Sérgio Dinis pediu aos militares que façam da missão profissional o cumprimento do pedido de Jesus aos discípulos: acolher e servir.

O Comando Territorial de Viseu da Guarda Nacional Republicana assinalou, este domingo, o 17.º aniversário da sua criação e os 107 anos de presença ininterrupta da Guarda no distrito. A celebração central aconteceu na Igreja Matriz de Cinfães, com uma missa solene de Ação de Graças transmitida em direto pela TVI e presidida pelo Bispo do Ordinariato Castrense de Portugal, D. Sérgio Dinis.

Perante uma igreja repleta de militares, autarcas e população, o bispo castrense centrou a homilia no verbo “acolher”, inspirado nas leituras do XIII Domingo do Tempo Comum. Recordando a mulher sunamita que construiu um quarto para o profeta Eliseu, D. Sérgio Dinis sublinhou que “o acolhimento não é um gesto acessório da vida cristã. É o seu centro”.

Dirigindo-se diretamente aos militares da GNR, afirmou: “Vós sois os enviados de hoje. São eles que partem depois do sol posto, para que possamos dormir e viver em paz. São enviados ao idoso que vive só na aldeia, às crianças nas escolas, às vítimas de violência doméstica, ao meio do fumo dos incêndios.” O prelado pediu ainda aos guardas que façam “da missão profissional o cumprimento do que Jesus pediu aos seus discípulos”.

A celebração contou com a presença de várias entidades, entre as quais o Comandante do Comando Territorial de Viseu, Coronel Adriano Resende, o Presidente da Câmara Municipal de Cinfães, Carlos Cardoso, o Comandante do Regimento de Infantaria n.º 14, Coronel Dias Afonso, e o Presidente da Câmara de Penalva do Castelo, José Dias Lopes Aires, além de outros autarcas, capelães militares e representantes de instituições locais.

No final, D. Sérgio Dinis confiou a guarda e as suas famílias à proteção de Nossa Senhora do Carmo, padroeira da GNR, evocando Maria como “a mulher do acolhimento por excelência”.