Armamar, 19 de setembro de 2025 – Um ano após a tragédia que abalou a Guarda Nacional Republicana (GNR), a instituição e as famílias dos cinco militares falecidos no acidente de helicóptero no rio Douro reuniram-se ontem em Armamar para uma Missa de sufrágio. A cerimónia foi um momento de profunda emoção, marcado pela homenagem aos que perderam a vida em serviço e pelo apoio às famílias enlutadas.

A Missa, presidida pelo Bispo do Ordinariato Castrense de Portugal, D. Sérgio Dinis, teve como foco a memória do segundo-sargento António Pinto e dos cabos Pedro Santos, Daniel Pereira, Fábio Pereira e Tiago Pereira. O prelado, na sua homilia, sublinhou a coragem e a entrega dos militares, que “entregaram a vida” ao serviço de Portugal e na proteção do próximo.

D. Sérgio Dinis dirigiu palavras de consolo às famílias, reconhecendo a sua dor, mas sublinhando a mensagem de esperança da fé cristã. “A vossa dor é também a nossa”, afirmou o Bispo, assegurando que, na perspetiva da fé, a morte não tem a última palavra e que os militares “não se perderam no abismo das águas”, mas estão nas mãos de Deus.

O Bispo lembrou a carta de São Paulo a Timóteo – “Nada trouxemos para este mundo e nada podemos levar dele” – destacando que o legado mais valioso é o do amor, da justiça e da caridade, valores que os cinco militares encarnaram com o seu serviço. A sua morte, embora precoce, “tornou-se semente de esperança e testemunho de entrega”.

Além das famílias e membros da GNR, a cerimónia contou com a presença de várias autoridades civis e militares, demonstrando o reconhecimento e o respeito pela memória dos falecidos. O Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Dr. Paulo Simões Ribeiro, marcou presença, assim como o segundo Comandante-Geral da GNR, General Paulo Jorge Alves Silvério.

Estiveram também presentes membros de órgãos autárquicos, incluindo uma vereadora e o presidente da Assembleia Municipal das localidades de onde os militares eram naturais, assim como comandantes do Comando-Geral e do Comando da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS), a que pertenciam os militares.

A celebração terminou com a promessa de que a GNR e a comunidade não esquecerão o sacrifício destes cinco homens, cujo exemplo de serviço à Pátria e de coragem continuará a inspirar.