Há lugares onde o céu parece inclinar-se sobre a terra. Fátima é um desses lugares. A nossa Mãe desceu ao encontro dos seus filhos e pediu-lhes que rezassem pela paz.

Quem serve nas Forças Armadas e nas Forças de Segurança conhece, de modo singular, o peso das trevas no mundo: sabe o que custa a paz, porque viu de perto o rosto da guerra, da violência e do medo. Por isso, ninguém peregrina a Fátima com mais verdade do que aqueles que carregam, no próprio corpo e no próprio coração, o desejo ardente de que haja paz.

O Coração de Maria não é uma devoção sentimental. É uma realidade teológica e profética: o Coração que guardou a Palavra de Deus e a meditou, que permaneceu sob a Cruz sem recuar e que intercede continuamente pela humanidade ferida. Quando Nossa Senhora pede que o mundo se consagre ao seu Imaculado Coração, está a oferecer um caminho — o caminho da conversão, da reparação, da entrega total à vontade de Deus. Não há outra paz verdadeira senão aquela que nasce de Deus e passa por Maria.

Viemos a Fátima como homens e mulheres que guardam a fronteira entre a vida e a morte, entre a ordem e o caos, entre a esperança e o desespero. Viemos pedir à Mãe de Deus que cuide do que nós não conseguimos guardar sozinhos: os corações daqueles que nos foram confiados, a paz das nações, a conversão do mundo.

+ Sérgio Dinis, Bispo das Forças Armadas e de Segurança de Portugal.

Forças Armadas e Forças de Segurança iniciam Peregrinação a Fátima focadas no “caminho para a paz”