D. Sérgio Dinis, Bispo do Ordinariato Castrense de Portugal, esteve hoje, dia 17 de julho, no Porto para presidir à Eucaristia e procissão que se seguiu, na celebração das Comemorações do Dia de Nossa Senhora do Carmo. A homilia, proferida no Comando Territorial da Guarda Nacional Republicana, destacou a figura de Maria como uma “pequena nuvem” que, à semelhança da nuvem que trouxe chuva a Elias no Monte Carmelo, é portadora de bênçãos e esperança em tempos de “seca interior”.
A cerimónia contou com a honrosa presença de diversas individualidades, sublinhando a relevância da data e da mensagem proferida. Entre os presentes, destacaram-se o Professor Sebastião Azevedo, Presidente da Assembleia Municipal do Porto; Nuno Cruz, Presidente da Junta de União de Freguesias do Centro Histórico do Porto; o Major-General Pedro Oliveira, Comandante da Unidade de Intervenção; o Coronel Paulo Serra, Comandante do Comando Territorial do Porto; o Coronel Paulo Almeida, do Comando de Pessoal do Exército; o Superintendente António Silva, Comandante da Polícia Municipal do Porto; e o Superintendente Vitor Rodrigues, Comandante Metropolitano da PSP do Porto, além de outros Comandantes, o Provedor e Vice-Provedor da Ordem do Carmo, o Padre Paulo Silva, Capelão do Comando Territorial do Porto, o Padre Jardim da Paróquia da Vitória, o Padre Manuel Fernando da Irmandade dos Clérigos e o Padre Abílio.
Na sua homilia, D. Sérgio Dinis, num discurso marcado pela profundidade e pela analogia bíblica, convidou os fiéis a fazerem-se peregrinos ao Monte Carmelo, lugar de encontro com Deus, de contemplação e de luta espiritual.
Inspirando-se na primeira leitura (1 Reis 18, 42b-45a), que narra a persistência de Elias na oração por chuva, o Bispo comparou a pequena nuvem que surge no horizonte à Virgem Maria. “Na tradição cristã, esta nuvem tornou-se imagem de Maria: pequena aos olhos do mundo, mas cheia da graça de Deus. Silenciosa, discreta, mas portadora de bênção”, afirmou D. Sérgio Dinis.
Dirigindo-se aos militares da GNR o prelado sublinhou que, tal como Elias enfrentou a aridez, também eles, na sua vida diária e na missão de “defender, proteger, manter a ordem e servir o bem comum”, enfrentam momentos de “seca interior” – desânimos, cansaços e dúvidas. Nesses momentos, a figura de Maria surge como um sinal de esperança, uma “nuvem pequenina” no horizonte que nos recorda a presença e a misericórdia de Deus.
Recordando a segunda leitura (Gal 4, 4-7), D. Sérgio Dinis enfatizou a maternidade espiritual de Maria: “Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher, para nos tornar filhos. Esta mulher é Maria. E porque somos filhos no Filho, Maria é verdadeiramente nossa Mãe”. Esta maternidade, segundo o Bispo, não é um mero símbolo, mas uma realidade viva que se estende a todos os discípulos de Cristo, especialmente àqueles que, como o discípulo amado junto à cruz (Jo 19, 25-27), acolhem as palavras de Jesus: “Eis a tua Mãe”.
A celebração de Nossa Senhora do Carmo é, assim, um convite a renovar a confiança filial numa Mãe que não abandona, que vela e guia.
O escapulário, como sinal visível dessa aliança, recorda a pertença e o desejo de viver como Maria: atento à Palavra, fiel no serviço e generoso no amor. “A vida cristã – como o serviço na GNR – é feita, muitas vezes, de perseverança, de silêncio, de firmeza no meio das exigências”, concluiu o Bispo, incentivando à integridade e à santidade no dia a dia, mesmo nos gestos mais pequenos.
A homilia terminou com um pedido à Senhora do Carmo para que continue a velar por todos, pelas suas famílias e por todos aqueles que esperam proteção, firmeza e humanidade dos que servem.
Para os militares da GNR, esta celebração reveste-se de um significado ainda mais profundo, dado que Nossa Senhora do Carmo é a sua Padroeira. A sua intercessão é um pilar de força e fé para todos os que diariamente dedicam a sua vida à segurança e bem-estar da população, inspirando-os na sua nobre missão.



















