Regimento de Engenharia N.º 1 Celebra 378 Anos da Arma de Engenharia com Cerimónia Marcante em Tancos
Tancos, Praia do Ribatejo – 11 de julho de 2025 – O Regimento de Engenharia N.º 1 (RE 1), sediado em Tancos, assinalou hoje de forma solene o 378.º Aniversário da Arma de Engenharia, numa cerimónia comemorativa que reuniu militares, entidades civis e religiosas.
As celebrações iniciaram com uma Missa, presidida pelo Bispo do Ordinariato Castrense de Portugal, D. Sérgio Dinis, seguida de uma emotiva homenagem aos militares falecidos e uma cerimónia militar.
Baseando-se nas leituras de Provérbios 2, 1-9 e Mateus 19, 27-29, o Bispo destacou na homilia a figura de São Bento, celebrado no dia de hoje, como um “mestre da vida interior” e “legislador de comunidades”, cuja “Regra moldou não só a espiritualidade, mas também a cultura e a ordem do nosso continente”.
D. Sérgio Dinis traçou um paralelo direto entre a busca pela sabedoria de São Bento e a missão do Regimento de Engenharia, afirmando: “É isso que São Bento fez — e é isso que também sois chamados a fazer no Regimento de Engenharia: procurar, construir, proteger”. O prelado sublinhou a exigência e a complexidade das missões dos engenheiros militares, que “lidam com riscos invisíveis — químicos, biológicos, explosivos —, mas sempre com prudência e discernimento”. Realçou ainda que a sua é uma “missão que constrói a paz, onde outros só veem ruína ou perigo”, exigindo “inteligência, método, serenidade”.
Referindo-se ao Evangelho, D. Sérgio Dinis abordou a questão da recompensa para aqueles que se dedicam ao serviço, afirmando que “o que se dá por amor, por dever, por fidelidade, nunca se perde”.
Dirigindo-se diretamente aos militares, concluiu: “Também vós, quando deixais o conforto, quando respondeis a emergências, quando arriscais por outros — estais a inscrever-vos nesse Evangelho. Estais a viver um serviço que tem peso humano, valor cívico e sentido espiritual.”
O Bispo exortou os presentes a manterem firme o ideal que os trouxe à vida militar: “servir com honra, proteger com competência, construir com esperança”, desejando que o Regimento continue a ser “sinal de paz em tempos difíceis, de reconstrução em cenários de crise, de humanidade em meio de destruição”. A homilia encerrou com a bênção e a recordação das palavras da Escritura: “O Senhor guarda os passos dos seus fiéis.”
Após a Missa, seguiu-se a Cerimónia de Homenagem aos Mortos, um momento de profunda emoção e respeito pela memória dos militares que deram a vida ao serviço da Pátria. A oração foi feita pelo Capelão Paulo André Gaspar Marques.
As comemorações culminaram com uma Cerimónia Militar, que demonstrou a disciplina, a coesão e o profissionalismo que caracterizam a Arma de Engenharia, reforçando o espírito de corpo e a importância do Regimento no panorama das Forças Armadas Portuguesas.
O 378.º Aniversário da Arma de Engenharia foi assim celebrado, reforçando os laços de camaradagem e o compromisso dos engenheiros militares com a segurança e o bem-estar do País.














