Na missa presidida por D. Sérgio Dinis, o Bispo do Ordinariato Castrense exortou os polícias a serem “sinal vivo” de serviço ao próximo e a proteger a dignidade humana como quem serve um amigo.

A Polícia de Segurança Pública assinalou esta quarta-feira, 1 de julho de 2026, o seu 159.º aniversário com uma missa solene na Sé de Leiria, presidida pelo Bispo do Ordinariato Castrense de Portugal, D. Sérgio Dinis. A cerimónia, que reuniu a cúpula da instituição e representantes da sociedade civil, foi marcada por um forte apelo à vocação de serviço e à defesa intransigente da dignidade humana.

Perante uma assembleia onde se destacavam o Director Nacional da PSP, Superintendente-Chefe Luís Miguel Ribeiro Carrilho, o Bispo de Leiria-Fátima, D. José Ornelas, e demais autoridades civis e militares, D. Sérgio Dinis centrou a sua homilia na ideia de que a segurança pública é, antes de tudo, uma vocação.

“A Segurança Pública que vós exerceis é a proteção da dignidade de cada ser humano, de cada um de nós”, afirmou o prelado, recordando que cada pessoa protegida por um agente não é “um número ou uma unidade de risco a gerir”, mas alguém criado “à imagem e semelhança de Deus”. Esta é, sublinhou, a verdade que cada polícia serve, muitas vezes sem o saber, ao intervir numa rua ou ao acompanhar uma vítima.

A celebração, que decorreu num ambiente de solenidade e recolhimento, foi também um momento de memória e gratidão. O Bispo recordou os agentes que perderam a vida em serviço e dirigiu “um olhar de profunda gratidão e uma oração de súplica” às famílias enlutadas: “Que Deus lhes conceda a paz eterna pelo bem que fizeram”.

Partindo da passagem do Evangelho de São João, D. Sérgio Dinis deixou um desafio à forma como a missão policial é vivida diariamente. “Jesus acrescenta algo que nos deve marcar: ‘Já não vos chamo servos… mas chamo-vos amigos’”, citou. “Que esta seja também a vocação mais profunda de cada polícia: não apenas cumprir ordens como um servo, mas proteger como um amigo, porque ama verdadeiramente aqueles que serve”.

Numa instituição fundada a 2 de julho de 1867 por D. Luís, a homilia não esqueceu o longo percurso histórico da PSP. D. Sérgio Dinis afirmou que esta longevidade deve ser “ocasião para bendizer o Deus do Universo”, e não motivo de vaidade, confiando o futuro da força de segurança, com todos os seus agentes e funcionários, à intercessão de São Miguel Arcanjo, seu padroeiro.

Entre as entidades presentes na Sé de Leiria estiveram o Presidente da Assembleia Municipal, Dr. Acácio de Sousa, o Vereador Dr. Luís Lopes, em representação da Câmara Municipal, os Directores Nacionais Adjuntos, representantes das Forças Armadas, oficiais, chefes, agentes e pessoal técnico da PSP, bem como os párocos da Unidade Pastoral de Leiria e o Capelão Adjunto para a PSP, Padre Luís Leal.