Vila Viçosa, 8 de Dezembro de 2025 – O feriado do Dia da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria, Padroeira de Portugal, foi celebrado em Vila Viçosa com uma profunda expressão de fé e uma notável adesão popular. As celebrações, que atraem anualmente visitantes de várias regiões, integraram atos litúrgicos e a tradicional procissão, reafirmando a relevância religiosa e cultural deste local histórico.
O ponto alto da tarde foi a Procissão em Honra de Nossa Senhora da Conceição, que percorreu as principais ruas da vila, acompanhada por uma vasta multidão que se juntou para venerar a imagem da Padroeira.
A solenidade contou com a presença de figuras de destaque nacional, sublinhando o cariz institucional do evento. Entre as entidades presentes, estiveram Suas Altezas Reais os Duques de Bragança, o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, General José Nunes da Fonseca, e o Presidente da Câmara de Vila Viçosa, Doutor Inácio Esperança. O ato foi presidido por D. Sérgio Dinis, Bispo do Ordinariato Castrense de Portugal (Bispo das Forças Armadas e das Forças de Segurança).
A tradição incluiu ainda a participação de romeiros a cavalo vindos de Estremoz, reforçando a dimensão comunitária da solenidade. A organização e o apoio logístico contaram com os Escuteiros 639, os Bombeiros Voluntários de Vila Viçosa, a Banda Filarmónica e a Guarda Nacional Republicana.
A Missa Solene, presidida por D. Sérgio Dinis, culminou o dia com uma homilia que ligou a teologia da Imaculada Conceição à história e identidade de Portugal.
O Bispo classificou o santuário como um “coração pulsante” onde “um rei depôs a coroa” e onde o país encontrou proteção e esperança.
D. Sérgio Dinis aprofundou o significado da Imaculada Conceição, afirmando que Maria foi preservada do pecado não como um “privilégio arbitrário”, mas como a antecipação do plano original de Deus para a humanidade, que nos sonhou “santos, irrepreensíveis”. Em vez de um ideal inatingível, o Bispo apresentou Maria como a mulher que venceu o medo pela graça, sendo “uma de nós: pobre, crente, inquieta, questionadora”, cuja grandeza reside na “fidelidade silenciosa” e no “combate interior”.
O apelo central do prelado foi o de viver um “faça-se forte, audaz, confiado”, convidando os fiéis a levarem de Vila Viçosa a convicção de que “o mal não tem a última palavra” e que Maria caminha connosco como “mãe próxima, irmã na fé, mulher forte”.
A homilia terminou com a consagração do País, das famílias e das Forças Armadas e de Segurança, pedindo à Padroeira que “guarde esta terra, Portugal, que é tua.”












